Onde investir em 2023? confira dicas para quem quer ver o dinheiro trabalhando

O melhor é investir no próximo ano, que é 2023. Isso porque 2023 enfrentará altas taxas de inflação e juros, além de recessão em alguns países. Além disso, os mercados irão flutuar devido ao clima econômico do ano novo.

Especialistas procurados pelo InfoMoney aconselham reservar uma parcela significativa da carteira de investimentos pós-inflação para ativos atrelados ao CDI ou à própria Selic. Isso é necessário na preparação para um ano inflacionário que começa com juros de 13,75% com a Selic.

Combinar posições em fundos macro e quantitativos, bem como posições longas e curtas, pode ajudar a aliviar a incerteza estressante desses períodos. Os especialistas recomendam o uso de multimercados, que consiste em comprar e vender um ativo para lucrar com a diferença de desempenho.

Rodrigo Sgavioli, chefe de alocação e fundos da XP, acredita que os investimentos mundiais não apresentarão muitas mudanças positivas até a primavera de 2023. No entanto, ele não acredita que isso acontecerá com investimentos considerados ousados ​​ou fortes. Em contraste, ele acha que a maioria dos produtos globais de renda fixa deve se destacar.

Pós-fixados

Depois que o mercado exige segurança, Patrícia Palomo, chefe de investimentos da Unicred do Brasil, utiliza ativos pós-fixados para atender a demanda. Em alta demanda por títulos, o mercado concorda que os juros devem permanecer em um valor elevado por mais tempo. Essa decisão beneficia os ativos pós-fixados.

O Relatório Focus publicado ontem afirmava que o 2º mês de expectativa de juros cai entre 12,25% e 11,75%. Há quatro semanas, porém, o 2º mês caiu entre 11,75% e 11,25%.

Dan Kawa, CIO da TAG Investimentos, sugere misturar títulos do Tesouro Direto e títulos privados pós-fixados para holding de longo prazo. Dan acredita que atualmente existem alternativas isentas de impostos atraentes, como os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) e os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). Esses investimentos alternativos oferecem uma taxa de retorno maior do que os CDs com uma taxa de juros CONDI de 1% ao ano.